Anunciada por Joe Biden, presidente dos EUA, no fim de março, a Cúpula de Líderes Mundial sobre as Mudanças Climáticas, a reunião que começa hoje (22) mostra um governo brasileiro mais que despreparado.

O Brasil já ocupou uma posição de destaque e prestígio em relação as questões climáticas no mundo, mas hoje, com Ricardo Salles como Ministro do Meio-Ambiente, o jogo virou. Desde que a Cúpula do Clima foi anunciada, o governo Bolsonaro e Salles tentam “repaginar” o perfil de destruição que foi instaurado desde quando assumiram em 2018.

Em carta enviada a Biden, Salles colocou uma condição para preservar a Amazônia e acabar o desmatamento ilegal até 2030: os EUA enviarem 1 bilhão de reais ao governo brasileiro. Na reunião de hoje, serão 40 países reunidos e a volta dos EUA ao Acordo de Paris (tratado da Organização das Nações Unidas que prevê metas de redução de emissão de gases estufa para conter o aquecimento global).

Convidada por Biden a participar da Cúpula do Clima, Sinéia do Vale é gestora ambiental do Conselho Indígena de Roraima e será a única brasileira presente, além do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Sinéia afirmou à Folha de S. Paulo que as políticas voltadas para as comunidades indígenas no Brasil pioraram muito durante o governo Bolsonaro.

Fontes: Folha de S. Paulo, Brasil de Fato, Carta Capital

Foto: Agência Brasil