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‘A defesa de direitos existentes e a elaboração de novos direitos’ serão temas do Seminário 2025 da Lado 

‘A defesa de direitos existentes e a elaboração de novos direitos’ serão temas do Seminário 2025 da Lado 

A menos de dois meses para o Seminário 2025 da Lado, que acontecerá nos dias 13 e 14 de novembro, em São Paulo, SP, conversamos com representante do Grupo de Trabalho de Comunicação (GT COM) da Rede, responsável pela organização do evento, para entender melhor sobre os diferenciais deste ano, objetivos principais e temáticas que deverão ser abordadas no espaço.

Entrevistamos o advogado Nasser Ahmad Allan, doutor em direito pela Universidade Federal do Paraná, sócio do escritório GASAM Advogados Associados, membro da Rede Lado e responsável por representar a Rede no último painel do seminário de 2024.

“Nos seminários anteriores nos dedicamos a debater as perspectivas do direito do trabalho, da justiça do trabalho, da nossa estrutura sindical, tentando compreender como se desenvolveram ao longo da história e como se relacionam com a nossa nova realidade social”, explicou Nasser.

Desde a fundação da Rede Lado, já foram realizados três outros seminários. ‘Os fins da Justiça do Trabalho’, em 2022; ‘Admirável Mundo Novo: não há trabalho sem direitos’, em 2023 e ‘Em que mundo você vive? Direito sem trabalho, trabalho sem direitos’, em 2024. Esta é a 4ª edição, com o tema ‘Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho: criticar o excludente e construir o inclusivo’.

Para o representante do GT COM, o grande diferencial deste ano consiste em apontar soluções práticas para os temas já abordados em outras edições. “Neste ano, a ideia central do seminário é tentarmos apontar as mudanças necessárias no Direito do Trabalho para que possa dar conta dos antigos e novos desafios encontrados no nosso mercado de trabalho. Isto é, buscamos esboçar soluções para os problemas que foram abordados nos seminários anteriores”, completou.

Defesa do já conquistado e elaboração de novos direitos

Dividido em quatro painéis, o Seminário de 2025 abordará temas cruciais para o Mundo do Trabalho. Desde o atual modelo de CLT, mudanças no mercado, até a organização da classe. A estrutura proposta pelo GT está inserida, portanto, num contexto social e histórico de disputa sobre as garantias e direitos no Brasil e no mundo. Doutor em Direito, Nasser Ahmad contextualiza o atual cenário:

“Desde o golpe de 2016, estamos na defensiva. Se formos pensar bem, a guinada conservadora teve seu ponto de virada nas ‘Jornadas de Junho de 2013’ e, de lá para cá, nossas pautas vêm se resumindo à defesa dos direitos sociais conquistados, o que nem sempre conseguimos assegurar”, destacou Nasser.

Diante desta análise, para o GT COM, o seminário visa fomentar discussões que possam contribuir com a realidade atual, numa perspectiva de classe. “A proposta do seminário é contribuir com o debate em relação à defesa de direitos existentes, mas sobretudo, de contribuir com a elaboração de novos direitos. Ainda há muito por se desenvolver”, reforçou o membro da Lado.

As inscrições para o ‘Seminário Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho: criticar o excludente, construir o inclusivo’ estão disponíveis no Sympla. Estudantes, professoras e professores, pessoas aposentadas, integrantes de entidades sindicais têm direito a meia-entrada. Entidades sindicais também têm valor promocional. A cada grupo de cinco inscrições, uma será gratuita (Basta acessar o Sympla, imediatamente aplicar o cupom SIND20OFF e, depois, selecionar o ingresso “SIND GRUPOS 5 (20%OFF)”).

 

ATIVIDADE
  • Seminário ‘Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho: criticar o excludente, construir o inclusivo’
  • Organização: Rede Lado
  • Local: Hotel Intercity Paulista (Rua Haddock Lobo, 294 – Cerqueira César, São Paulo, SP)
  • Data: 13 e 14 de novembro, quinta e sexta-feira, das 10h às 17h
  • Inscrições: https://bit.ly/inscricaoseminario2025
  • Mais informações: https://lado.net.br/seminario-rede-lado/
‘CLT em xeque: exclusões, impasses e rotas de superação’: esse e outros temas no Seminário da Rede Lado 2025

‘CLT em xeque: exclusões, impasses e rotas de superação’: esse e outros temas no Seminário da Rede Lado 2025

Seminário irá acontecer nos dias 13 e 14 de novembro, em São Paulo, SP

O atual modelo de CLT, uma conquista histórica das trabalhadoras e trabalhadores do país, é fruto de debates por pesquisadores, representantes da classe, estudantes, juristas. Desde a disputa neoliberal, com tentativas constantes de flexibilização de direitos, até uma análise crítica sobre se o atual modelo é suficiente para inclusão de toda a classe trabalhadora aos direitos e proteção social. Diante deste cenário, o Seminário da Rede Lado de 2025 – Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho: criticar o excludente e construir o inclusivo – , a ser realizado em São Paulo, dos dias 13 a 14 de novembro, trará como ponto de partida a discussão sobre a CLT, em seu primeiro painel.

Os quatro painéis programados têm o objetivo de discutir as exclusões, impasses e as rotas de superação para o atual modelo, do ponto de vista do direito do trabalho em consonância com os interesses da classe trabalhadora.

Para se inscrever para a quarta edição do Seminário da Lado, que vai acontecer nos dias 13 a 14 de novembro, no Intercity Paulista, em São Paulo, SP, basta acessar o Sympla.

Estudantes, professoras e professores, pessoas aposentadas, integrantes de entidades sindicais têm direito a meia-entrada

O valor da inteira para o público em geral é de R$ 400, com direito a meia-entrada, no valor de R$ 200 para pessoas aposentadas, integrantes de entidades sindicais, professoras e professores, além de estudantes. Membros da Rede Lado têm direito a valor promocional de R$ 150 até 19 de setembro. A partir desta data, pagam o valor da meia-entrada, de R$ 200. As comprovações devem ser feitas no credenciamento do evento.

Programação do Seminário ‘Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho: criticar o excludente, construir o inclusivo”

13.11 – QUI, 10h
PAINEL 1 – CLT em xeque: exclusões, impasses e rotas de superação

13.11 – QUI, 14h30
PAINEL 2 – Novas e velhas formas de trabalho e a necessária regulação social

14.11 – SEX, 10h
PAINEL 3 – Qual modelo de direito do trabalho a armar?

14.11 – SEX, 14h30
PAINEL 4 – Necessária (e tardia) mudança da estrutura sindical brasileira

REDE LADO

A Rede LADO é uma associação sem fins lucrativos composta por 27 escritórios de advocacia trabalhista presente em 15 estados da Federação e que luta pela defesa da Democracia e da classe trabalhadora.

Em 2019, encontros, parcerias e companheirismo de longa data foram formalizados em um compromisso coletivo que formou a Rede. Desde então, o objetivo é propor, ativamente, debates, possibilitar construções e fortalecer a disputa por um mundo mais justo e digno.

SERVIÇO

Seminário ‘Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho: criticar o excludente, construir o inclusivo’
Organização: Rede Lado
Local: Hotel Intercity Paulista (Rua Haddock Lobo, 294 – Cerqueira César, São Paulo, SP)
Data: 13 e 14 de novembro, quinta e sexta-feira, das 10h às 17h
Inscrições: https://bit.ly/inscricaoseminario2025
Mais informações: https://lado.net.br/seminario-rede-lado/

Por: Comunicação Rede Lado

Seminário da Rede Lado 2025 abordará ‘Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho’ 

Seminário da Rede Lado 2025 abordará ‘Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho’ 

Inscrições para a quarta edição estão abertas. Evento vai acontecer dias 13 a 14 de novembro, no Intercity Paulista, em São Paulo, SP. 

Já estão abertas as inscrições para o Seminário da Rede Lado. O evento anual, que reúne advogadas/os de todo o país, além de pesquisadores, sindicalistas, estudantes, integrantes dos movimentos sociais e interessados pelo tema, está na 4ª edição. Este ano, terá a temática “Crise de Hegemonia e o Mundo do Trabalho: criticar o excludente e construir o inclusivo” e tem como objetivo, além de fomentar a discussão e elaboração coletiva, apresentar proposições práticas para um direito do trabalho que signifique reais garantias sociais para toda a classe.

INSCRIÇÃO – Para realizar a inscrição é só acessar o site de vendas Sympla. O valor da inteira para o público em geral é de R$ 400, com direito a meia-entrada para pessoas aposentadas, integrantes de entidades sindicais, professoras e professores, além de estudantes. Membros da Rede Lado têm direito a valor promocional de R$ 150 até 15 de setembro. A partir desta data, pagam o valor da meia-entrada, de R$ 200. As comprovações devem ser feitas no credenciamento do evento. 

O Seminário ocorrerá nos dias 13 e 14 de novembro, com programação das 10h às 17h em ambas as datas, no Hotel Intercity Paulista, em São Paulo (SP).

 

Seminário será a continuidade de um ciclo de três edições de debates e acúmulo sobre o direito do trabalho

Nos últimos anos, a Rede Lado realizou três seminários anuais: Os fins da Justiça do Trabalho’, em 2022; ‘Admirável Mundo Novo: não há trabalho sem direitos’, em 2023 e ‘Em que mundo você vive? Direito sem trabalho, trabalho sem direitos’, em 2024. Os três eventos contaram com a presença de pelo menos 150 participantes, além de palestrantes e facilitadores, entre professores universitários, juristas, integrantes de entidades de classe, que contribuíram para um importante acúmulo de discussões sobre o tema.

Também, a partir destes espaços, foram realizadas trocas de experiências, que culminaram na construção de bases sólidas para a atuação profissional comprometida com as garantias sociais e direitos. 

Entre os temas abordados em edições anteriores estava o avanço tecnológico e a insegurança para trabalhadores e trabalhadoras causada pela precarização, o aumento da terceirização, a uberização e a pejotização, além de conflitos geracionais e do cenário atual da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e da luta pelo fortalecimento do Direito do Trabalho. Entre as reflexões principais estava ‘Como alcançar os mais de 40 milhões de brasileiros que são trabalhadores informais’?

Esta abordagem, no entanto, não se encerrou, mas, de acordo com as discussões do GT de Comunicação da Rede Lado, organizador do Seminário, faz-se mais do que necessário responder a esta realidade com medidas concretas.

 

Reflexões sobre a CLT, novas e velhas formas de trabalho, qual modelo de direito do trabalho buscar e a necessidade de mudança na estrutura sindical brasileira

O Seminário 2025 tem como base reflexões apresentadas pelo GT de Comunicação, sobre alguns dos principais temas que envolvem a proteção social e o Direito do Trabalho. 

Para onde irá o Direito do Trabalho no país? Seguirá o caminho da flexibilização negativa, da redução de direitos sociais? A proteção social – cada vez mais frágil – resistirá às investidas ideológicas do STF a favor da desregulação? Em contrapartida, o Direito do Trabalho vem sendo reformado, mas aquele que existia antes de 11 de novembro de 2017, com a Reforma Trabalhista, é o modelo a ser buscado? Esse modelo dava conta da nossa realidade social, do mundo do trabalho, oferecia respostas aos conflitos surgidos nas atuais relações sociais de produção? Quem é a classe trabalhadora brasileira? Quais são as suas clivagens? Quais são suas necessidades, pretensões e expectativas com o trabalho e com o futuro”?, são alguns dos pontos. 

Pensando em responder, de forma propositiva, a estes e outros questionamentos que serão abordados pelos participantes do Seminário, contaremos com a participação de convidados, pessoas renomadas que discutem, pesquisam, elaboram e vivem o Mundo do Trabalho. 

A seguir, apresentamos os temas dos painéis que comporão o Seminário 2025:

 

Ementas dos painéis do Seminário ‘Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho: criticar o excludente, construir o inclusivo”

 

PAINEL 1 – CLT em xeque: exclusões, impasses e rotas de superação

EMENTA PAINEL 1 – O atual modelo é excludente. O conceito de empregado é restritivo e exclui da proteção social legal um contingente significativo da população com idade para trabalhar. Atualmente, os direitos trabalhistas são praticamente exclusivos a quem tem vínculo de emprego, não conferindo proteção social legal a outras modalidades de contrato, mesmo de relação subordinadaAs relações de trabalho seguem sendo opressivas, pautadas por poderes potestativos quase que senhoriais concedidos ao empregador, tornando o ambiente autoritário e muitas vezes ultrajante, e com compensações (direitos) mais escassas. É necessário refletir sobre quem é a nova classe trabalhadora, se ela tem as mesmas necessidades e desejos das trabalhadoras e trabalhadores das décadas passadas. E analisar a troca de direitos por resignação à subordinação como, cada vez mais, desvantajosa.

 

PAINEL 2 – Novas e velhas formas de trabalho e a necessária regulação social

EMENTA PAINEL 2 –  O direito do trabalho em tempos de trabalho em plataformas, desterritorialização da prestação de serviços e inteligência artificial. Queremos analisar a capacidade da legislação trabalhista fazer frente aos desafios apresentados a partir das modificações introduzidas pelos avanços tecnológicos no mercado de trabalho e o impacto da utilização da inteligência artificial. O atual estágio da legislação trabalhista é suficiente para regular as novas relações surgidas, ou se faz necessária uma regulação social específica? É necessária alguma forma de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras face o uso de inteligência artificial? Quais seriam os novos (ou antigos) marcos regulatórios para estas formas contemporâneas de trabalho? Ainda, trazemos o tema do fim da escala 6×1, que, embora necessário, questionamos se solucionaria os problemas estruturais do mercado de trabalho brasileiro. A medida também beneficiaria os segmentos da classe trabalhadora sujeitos ao mercado informal de trabalho?

 

PAINEL 3 – Qual modelo de direito do trabalho a armar?

EMENTA PAINEL 3 – A racionalidade neoliberal vem impondo uma série de modificações nos sistemas de proteção social do mundo ocidental. Com clareza, é possível vislumbrar importantes alterações com esse viés ideológico que impactaram negativamente nos direitos de trabalhadores e trabalhadoras. É possível construir-se um direito de trabalho em outras bases? O conceito de empregado do art. 3º da CLT não precisaria ser ressignificado?  Podemos pensar o direito do trabalho para quem vive da venda de sua força de trabalho, independentemente da presença de outros elementos fático-jurídicos? Ou ainda, poderíamos pensar em direitos com camadas distintas de proteção social a partir da espécie de relação contratual? 


PAINEL 4 – 
Necessária (e tardia) mudança da estrutura sindical brasileira

EMENTA PAINEL 4 –  Os pilares fundantes da estrutura sindical brasileira foram estabelecidos em 1931. As modificações havidas nos 80 anos e subsequentes não retiraram as características inspiradas pela doutrina corporativista: necessidade de reconhecimento estatal para os sindicatos; enquadramento sindical obrigatório; unicidade sindical e negação à autotutela com um direito de greve restrito e solução jurisdicional aos conflitos, por fim, a obsessão pela conciliação entre as classes sociais. Nosso modelo sindical foi estruturado com pensamento voltado a uma classe trabalhadora empregada, especialmente, nas indústrias e em serviços, não conseguindo atender hoje em dia às necessidades e às expectativas do mundo atual, com suas multiplicidades de relações e interesses. Mais do que isso, foi pensado num contexto de relação contratual direta entre empregados e empregador, sem a figura da empresa terceirizada, pois, o que antes era corretamente entendido como fraude passou a ser institucionalizado a partir da decisão do STF na ADPF 324. Uma reconfiguração do modelo sindical e das relações coletivas de trabalho se faz necessária ou a atual estrutura pode oferecer as respostas necessárias para garantir força e poder aos sindicatos profissionais?  Para qual modelo mudar e o que precisaria ser modificado?

 

SERVIÇO
  • Seminário ‘Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho: criticar o excludente, construir o inclusivo’
  • Organização: Rede Lado
  • Local: Hotel Intercity Paulista (Rua Haddock Lobo, 294 – Cerqueira César, São Paulo, SP)
  • Data: 13 e 14 de novembro, quinta e sexta-feira, das 10h às 17h
  • Inscrições: SYMPLA
  • Mais informações: Site Rede Lado

 

 

Por: Comunicação Rede Lado

Seminário da Rede Lado 2025 abordará ‘Crise de Hegemonia e Mundo do Trabalho’ 

Seminário 2025 Rede Lado ‘CRISE DE HEGEMONIA E MUNDO DO TRABALHO: criticar o excludente, construir o inclusivo’

Com entusiasmo, a Rede Lado anuncia o 4º Seminário promovido pelo Grupo de Comunicação, com o tema CRISE DE HEGEMONIA E MUNDO DO TRABALHO: criticar o excludente, construir o inclusivo. 

Após três seminários realizados nos últimos anos (‘Os fins da Justiça do Trabalho’, em 2022; ‘Admirável Mundo Novo: não há trabalho sem direitos’, em 2023 e ‘Em que mundo você vive? Direito sem trabalho, trabalho sem direitos’, em 2024), que suscitaram em reflexões importantes sobre o mundo do trabalho, os direitos históricos e atuais e as constantes transformações com o surgimento da plataformização, entre outros fenômenos e temas, novamente nos encontraremos. 

As discussões internas feitas pelo nosso GT nos levaram a mais perguntas do que respostas, ficando evidente a necessidade de debate com afinco e pavimentação do caminho coletivo em defesa da classe trabalhadora. Em um momento em que o neoliberalismo disputa ideologicamente com modelos que culminam na flexibilização, mais exploração e retirada de direitos, é mais do que necessário construirmos alternativas sob as bases e perspectivas de nossa classe. Temos Lado!

E um dos grandes objetivos da Rede Lado, associação de 27 escritórios de advocacia trabalhista espalhados por 14 estados brasileiros, é ajudar na construção coletiva e incitar mais pessoas a estarem juntas em novas mudanças de paradigmas. O intuito do seminário CRISE DE HEGEMONIA E MUNDO DO TRABALHO: criticar o excludente, construir o inclusivo é iniciarmos uma saída do cenário das constatações e preocupações, dando espaço para propostas e sugestões práticas para a superação e melhoria dos desafios mapeados. 

Nosso encontro já tem data e hora marcadas: 13 e 14 de novembro de 2025, quinta e sexta-feira, no Intercity Paulista, na cidade de São Paulo, SP!

Início: 10h
Encerramento: 17h   

VAGAS LIMITADAS!  

(10h-12h30) PAINEL 1 – CLT em xeque: exclusões, impasses e rotas de superação 
(14h30-17h) PAINEL 2 – Novas e velhas formas de trabalho e a necessária regulação social
(10h-12h) PAINEL 3 – Qual modelo de direito do trabalho a armar? 
(14h30-17h30) PAINEL 4 – Necessária (e tardia) mudança da estrutura sindical brasileira

Em breve, confirmação de palestrantes! 

Nota pública sobre a decisão de suspensão de processos na Justiça do Trabalho

Nota pública sobre a decisão de suspensão de processos na Justiça do Trabalho

Diante da recente decisão proferida pelo Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a suspensão de processos em trâmite na Justiça do Trabalho que discutem a chamada pejotização — prática reiterada de substituição do vínculo empregatício formal por contratos com pessoas jurídicas —, a Rede Lado manifesta publicamente nossa preocupação a esse retrocesso institucional e social.

A pejotização representa um dos mecanismos mais lesivos aos direitos sociais no mundo do trabalho, pois encobre verdadeiras relações de emprego sob a roupagem de contratos civis ou empresariais, precarizando condições de trabalho, fragilizando garantias legais e esvaziando a proteção constitucional ao trabalhador. Ao desconsiderar a realidade material da prestação de serviços e impedir o exame das fraudes pela Justiça do Trabalho, a decisão afronta princípios fundamentais do Direito do Trabalho e compromete a efetividade da legislação trabalhista.

A Rede Lado reforça que a competência da Justiça do Trabalho está assegurada pela Constituição Federal (art. 114) e que sua atuação é essencial para coibir práticas abusivas e garantir o reconhecimento de vínculos empregatícios sempre que presentes os requisitos legais. Impedir essa análise fere diretamente a independência do Poder Judiciário Trabalhista e favorece a perpetuação de modelos de contratação precarizantes e excludentes.

É preciso recordar que a pejotização, assim como outras modalidades de contratação fraudulenta, atinge frontalmente a dignidade da pessoa humana. A decisão que ora se impõe desconsidera esse princípio e enfraquece a capacidade institucional da Justiça do Trabalho de proteger os trabalhadores das múltiplas formas de exploração no mercado.

A preservação dos direitos sociais não pode ser tratada como obstáculo ao desenvolvimento econômico. Ao contrário: é condição essencial para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e verdadeiramente democrática.

Seminário da Rede Lado reúne mais de 170 pessoas para debater os desafios do mercado de trabalho

Seminário da Rede Lado reúne mais de 170 pessoas para debater os desafios do mercado de trabalho

A edição de 2024 do Seminário da Rede Lado, com a temática “Em que mundo você vive: direito sem trabalho, trabalho sem direitos?”, reuniu grande público no Hotel Intercity Paulista, em São Paulo (SP). Realizado nos dias 7 e 8 de novembro, o evento teve quatro painéis temáticos com a precarização no trabalho como ponto central de análises e debates. Ao todo, a edição deste ano contou com 173 participantes, entre sindicalistas (45) e advogadas e advogados ligados à área de direitos trabalhistas (120).

O Seminário deste ano teve como objetivo atualizar o público e, de forma interdisciplinar, levar a debate assuntos importantes sobre as últimas tendências e desafios do mercado de trabalho. O evento também estimulou os participantes a pensarem em saídas possíveis para o mercado, em como a precarização afeta a representação sindical, e de que modo o Direito do Trabalho pode alcançar aqueles vinculados às novas formas de trabalho.

Uma variedade de profissionais ligados ao Direito do Trabalho estiveram presentes como painelistas. Participaram pesquisadores, sociólogos, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), bem como professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A diretora de Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Bianca Garbelini, que foi painelista no Seminário, diz que o evento foi fundamental para que o público compreenda melhor as transformações que ocorrem no mundo do trabalho. “A gente precisa conseguir debater para entender mesmo essas mudanças, conseguir processar o que está diferente, o que está acontecendo no trabalho no Brasil”, afirma.

Garbelini também agradece pela oportunidade de participar e destaca a importância dos sindicatos para as relações de trabalho. “Foi um prazer enorme poder falar para esse público, a partir dessa perspectiva de uma sindicalista jovem, e que enquanto sindicalista, enquanto mulher, enquanto jovem, estou tentando fazer leituras que aproximem mais o sindicalismo da vida do trabalhador.” Garbelini completa que entende “que o movimento sindical é fundamental para as relações de trabalho, para ter um equilíbrio nas relações de trabalho, e conseguir avançar e conquistar direitos”.

No primeiro dia de evento os participantes ficaram por dentro de discussões pertinentes à realidade atual do mercado de trabalho. Entre as questões pautadas estavam temas como a intersecção entre raça e gênero, o crescimento nos índices de precarização do trabalho mundialmente, a participação dos jovens nas tomadas de decisões, além de um tópico amplamente discutido no mês de novembro: o fim da escala 6×1.

Iniciado em 2023, pelo então atendente de farmácia Ricardo Azevedo, o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) alcançou maior visibilidade neste mês. Após parceria com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), as reivindicações do Movimento inspiraram uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que conseguiu apoio suficiente para iniciar tramitação da Câmara dos Deputados. A PEC reivindica o fim da escala 6×1, quando os trabalhadores atuam por seis dias seguidos e têm um dia de folga.

O evento deste ano também levou a debate outro assunto que está ligado ao fim da escala 6×1: a proteção da saúde mental dos trabalhadores. No Seminário, foi analisada como a sobrecarga de trabalho, caracterizada por jornadas prolongadas e poucos dias de descanso, se relaciona aos diagnósticos da Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional, que têm aumentado no Brasil.

Durante o segundo dia do Seminário, foi discutido como a relação entre longas jornadas de trabalho e aumento nos diagnósticos de burnout também se conectam à mudança na centralidade do trabalho na vida das pessoas. Ao se dedicarem a uma longa sequência de trabalho, as pessoas podem encontrar dificuldades para equilibrar vida pessoal e profissional, além de problemas relacionados às saúdes física e mental, questões que têm implicações significativas na vida dos trabalhadores.

Assinaturas da Biblioteca RTM estão abertas

A Rede Lado agradece a participação de todos os participantes e painelistas no Seminário deste ano. As trocas de experiências, debates e análises enriqueceram ainda mais as discussões. Esperamos encontrá-los em breve para mais trocas a respeito de temas que nos ajudam a cumprir nossa missão de estar sempre do lado da democracia e da classe trabalhadora.

Para que participantes do Seminário e outros interessados continuem aprimorando seus conhecimentos sobre tudo o que envolve o mercado de trabalho, em parceria com a Rede Lado, o Instituto RTM de Direito Trabalhista e Gestão Sindical disponibiliza a assinatura da Biblioteca Trabalhista Digital RTM. Uma possibilidade de investimento para quem busca por especialização nas áreas Trabalhista e Sindical. A assinatura está com condições especiais até o dia 29 de novembro de 2024. Confira mais detalhes:

  • ACESSO ILIMITADO: a mais de 350 livros especializados + lançamentos;
  • INVESTIMENTO: R$ 780,00 (em até 4x no crédito, sem juros);
  • PERÍODO: 1 ano (12 meses a partir da assinatura);
  • PARA ASSINAR: fale com Mário Gomes pelo WhatsApp: (31) 99913-9998

Interessados podem conferir o catálogo de obras completo no site: www.editorartm.com.br. A Editora RTM é especializada em publicações de livros jurídicos e periódicos nas áreas Trabalhista e Sindical. Há 26 anos é referência em disseminar a cultura jurídica por todas as áreas do Direito, de modo a compartilhar conhecimento, e fornecer um discurso claro e objetivo, através de conteúdos altamente relevantes e atualizados.

Biblioteca Digital RTM e Rede Lado

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