Rede Lado | Rede Lado

Mulheres sofrem mais de síndrome de burnout do que homens, aponta estudo

De acordo com pesquisa feita pela plataforma de busca de emprego LinkedIn, com cerca de 5 mil estadunidenses, 74% das mulheres afirmaram que estavam muito ou razoavelmente estressadas por motivos ligados ao trabalho, em comparação com 61% dos entrevistados do sexo masculino. Em paralelo, a consultora Great Place to Work junto da startup de saúde Maven, mostrou que mães com empregos remunerados têm 23% mais chances de sofrer com a síndrome de burnout do que pais empregados.  

Na pesquisa, cerca de 2,35 milhões de mulheres que trabalham fora nos EUA sofreram de esgotamento profissional, devido “às demandas desiguais da casa e do trabalho”. Os especialistas envolvidos na pesquisa reconhecem que a estrutura social e a misoginia são fatores que afetam diretamente o processo. Desigualdade no ambiente do trabalho são indissociavelmente ligadas aos papéis de gêneros.  

A Universidade de Montreal publicou em 2018 um estudo que durou quatro anos em que acompanharam mais de dois mil trabalhadores. Concluiu-se que mulheres eram mais propensas a sofrer com a síndrome de burnout do que homens, pois, além de terem menos chances de serem promovidas, ainda lidavam com questões domésticas e cuidados com os filhos.  

Fonte: BBC News 

Trabalhadores cruzam os braços por 40 minutos contra ritmo “desumano” na JBS

Cerca de 500 trabalhadores da JBS – Seara em Sidrolândia (MS) cruzaram os braços por cerca de 40 minutos na quarta-feira (06) em protesto ao aumento do ritmo de produção. O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Carnes e Aves da Sidrolândia (Sindaves), Sérgio Bolzan, relatou que os trabalhadores estavam reclamando há dias, mas a gerência não tomou providências, então “os trabalhadores largaram o trabalho, saíram da sala de corte e vieram ao saguão”, afirma. 

Após a paralisação, o gerente de produção e o gerente de recursos humanos da unidade chamaram cinco trabalhadores e dois diretores sindicais para negociarem a volta ao trabalho.  

A JBS é a maior companhia de proteína animal do mundo e registrou no segundo semestre deste ano um lucro de líquido de R$ 4,4 bilhões, 29,7% a mais do que no mesmo período em 2021, o maior lucro trimestral da história empresa. 

O frango abatido e desossado no frigorífico de Sidrolândia é exportado para o Japão, União Europeia e China. Durante a pandemia, mais de 500 indígenas que trabalhavam na JBS foram afastados por serem grupo de risco, mas o ritmo de produção não diminuiu. A unidade de Sidrolândia tem cerca de 1700 empregados, 200 trabalhadores estão afastados pelo INSS – cerca de 1 a cada 10, de acordo com o Sindaves. A maioria por conta de lesões por esforço repetitivo.  

Foto: MPT 

Reforma trabalhista não gerou o número de empregos prometidos após 4 anos de vigência

Aprovada em 2017 pelo governo Michel Temer, a reforma trabalhista prometia o crescimento de 2 milhões de empregos em 2 anos e cerca de 6 milhões de empregos em 10 anos. De acordo com os novos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geogradia e Estatística), a taxa atual de desemprego no Brasil é de 14,1% no Brasil, cerca de 14,4 milhões de pessoas. Este número é quase 2 pontos percentuais acima do índice a época da aprovação da reforma, de 11,8% de desemprego.  

Jair Bolsonaro (sem partido) tentou uma nova minirreforma trabalhista com a Medida Provisória 1.045, que foi barrada pela Câmara. Especialistas já afirmavam que a flexibilização das leis trabalhistas não faria com que surgissem novos empregos. Além disso, a reforma de 2017 também tinha promessas de diminuir a informalidade, o que também não ocorreu, já que a taxa de informalidade é de 40,8% em 2021. 

Apenas em um trimestre de 2021, mais de 2 milhões de pessoas passaram a trabalhar na informalidade, de acordo com o IBGE.  

 

Queda nas plataformas como WhatsApp pode gerar processos na Justiça

Na última segunda-feira (04), durante quase todo o dia o WhatsApp, Instagram e Facebook ficaram fora do ar por conta de uma falha técnica confirmada pelo conglomerado. As redes sociais são, também, ferramenta de trabalho para boa parte da população e podem gerar prejuízos financeiros aos usuários. 

Dependendo da justificativa do Facebook (que controla as outras três redes também), será possível demandar em juízo indenização por prejuízos materiais causados pela falha na prestação de serviços durante a queda das plataformas.  

A pandemia estreitou o uso das redes sociais para negócios, vendas e comércio. A pane em escala global causou prejuízo não só para quem faz uso das redes para tal sim, mas também para o próprio Facebook, que perdeu cerca de 38,1 bilhões de reais durante o pregão de ações da segunda-feira durante o apagão.  

Quem faz uso das redes sociais para trabalho e se sentiu prejudicado poderá entrar na Justiça de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, pois houve falha na prestação de serviço das plataformas e a empresa poderá ser condenada a indenizar os prejuízos causados.  

Fonte: Migalhas, Direito News 

Renda cai e fantasma da fome volta a rondar população brasileira

Apenas sete anos depois de deixar o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil retrocede na questão da segurança alimentar. Estão cada vez mais comuns imagens de pessoas em filas ou se aglomerando para conseguir a xepa de feiras ou açougues, como a que circulou na última semana mostrando a população pobre fazendo fila num caminhão que distribuía pelancas, ossos e restos de carne no Rio de Janeiro.

Esse é o retrato de um país onde a renda da população caiu 9,4% durante a pandemia, adicionando uma crise econômica à crise sanitária pela qual passamos desde o início de 2020. De acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), para os mais pobres essa queda foi ainda maior: 21%.

Entre as causas da diminuição da renda estão o desemprego, o desalento (quando as pessoas desistem de procurar emprego) e o isolamento de idosos, que tiveram de se retirar do mercado de trabalho por questões de saúde durante a pandemia – em um movimento semelhante ao que ocorreu com mulheres, que precisaram deixar seus postos de trabalho para cuidar dos filhos enquanto as escolas permaneceram fechadas. Todos esses fatores colaboraram para que o Brasil alcançasse a atual marca de 14,4 milhões de desempregados, cerca de 14% da população.

A falta de trabalho somada à alta na inflação, que chega a 10,5% no acumulado dos últimos 12 meses, achatou o poder de compra das famílias e, consequentemente, empurrou-as para uma realidade cruel: a da insegurança alimentar, quando não se sabe se haverá comida na mesa amanhã ou depois de amanhã. De acordo com dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Segurança e Soberania Alimentar Nutricional (Penssan), já são mais de 19 milhões de brasileiros nesta situação, quase o dobro dos números levantados em 2018.

Problema antigo

Ainda antes da chegada da Covid-19 ao país, o problema da insegurança alimentar já estava presente em nosso meio. Em muito, devido ao enfraquecimento de programas voltados ao estímulo da agricultura familiar e ao combate à fome, além de defasagem na cobertura e nos montantes do Bolsa Família. “A fome é consequência de uma série de erros de políticas públicas e de destruição de políticas públicas”, diz Kiko Afonso, diretor executivo da ONG Ação da Cidadania, fundada por Betinho.

Além disso, há ainda uma desatualização sobre dados da chamada linha da pobreza – que define quais famílias têm direito a benefícios como o Bolsa Família. Atualmente, recebem o auxílio as famílias com renda de até 178 reais per capita, quando o necessário seriam 250 reais para a realidade atual. “A desatualização da linha de pobreza do programa cria um achatamento fictício da pobreza. O número de pobres, na realidade, é muito maior do que o número de pobres considerados do ponto de vista administrativo”, resume a socióloga Letícia Bartholo, ex-secretária nacional adjunta de renda e cidadania (2012-2016) e que estuda políticas públicas de combate à pobreza e à desigualdade.

Você precisa saber

Gol é condenada por impor maquiagem e depilação às funcionárias

Cada empregada aeronauta da Gol Linhas Aéreas terá direito a 220 reais a mais no salário para arcar com as regras estéticas impostas pela empresa que as obriga a estar sempre maquiadas e com a depilação em dia.

A decisão em primeira instância da Justiça do Trabalho obriga a Gol a pagar as indenizações com despesas de apresentação pessoal, oferecer meios para a observância de seu código de vestimenta e apresentação, e ainda a arcar com uma indenização coletiva no total de 500 mil reais por danos morais. Cabe recurso da decisão.

Professores de escolas públicas brasileiras recebem os piores salários do mundo

O título pode parecer redundante ou até exagerado para alguns, mas infelizmente reflete a realidade: de acordo com o relatório Education at Glance 2021 feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o piso salarial de professores de Ensino Fundamental no Brasil é o mais baixo entre os 40 países participantes da pesquisa.

Enquanto por aqui um professor tem o salário inicial na faixa de 13,9 mil dólares por ano, em países como Chile e Colômbia essa cifra é de 20 mil dólares anuais. A pesquisa mostra ainda que há defasagem de leitura entre jovens e que o Brasil foi um dos poucos países do mundo que não aumentou recursos para a Educação durante a pandemia.

Análises

Governo Bolsonaro e o apogeu do capacitismo

Por Marília Pacheco Sipoli, do escritório Advocacia Scalassara & Associados

A passagem do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, enseja a reflexão sobre a tendência do governo atual em retroceder em relação às políticas públicas de inclusão das pessoas com deficiência, atacando sistematicamente o conceito de educação inclusiva com discursos como o de que é “impossível de conviver” com crianças com algum grau de necessidade especial. Da escola ao mercado de trabalho, não há o que comemorar: o caminho para que essa parcela da população seja realmente incluída nesses meios não só é longo, mas se torna ainda maior quando nos deparamos com proposições como a Lei 8.213/91 que, ainda que traga a previsão das cotas em algumas empresas, não trata de uma efetiva cultura de inclusão, mas somente a obrigatoriedade do cumprimento legal. Continue lendo

Antes de sair…

Eventos

  • Nesta terça-feira, 19h, tem Maratona LGPD com o quarto evento temático virtual sobre os desafios na proteção de dados pessoais.
  • Até amanhã tem encontro virtual A Pessoa Idosa e o Estatuto do Idoso na Atualidade, da OAB.
  • E dias 7 e 8/10, às 9h, tem o 21º Congresso Nacional de Direito do Trabalho e Processual do Trabalho, com especialistas do Brasil e exterior.

Dicas culturais

  • Cinema: está disponível na plataforma Itaú Cultural Play o filme “A Última Floresta”, de Luiz Bolognesi, que retrata o cotidiano de um grupo Yanomami isolado há mais de mil anos no norte do Brasil.
  • Teatro: segue até 12/10, de sábado a terça-feira às 20h, a temporada do espetáculo online Útero, do Coletivo Teatro da Crueldade.
  • Podcast: o projeto +70 conta a trajetória da atriz e cineasta Helena Ignez, famosa por atuar em clássicos do cinema nacional dos anos 1960 e 1970.
  • Música: depois de quase uma década Rita Lee lançou a dançante “Change”. Parceria com o marido Roberto de Carvalho e o produtor musical Gui Borato, a música já tem clipe disponível no YouTube.

Menino de 6 anos rifa carro de colecionador e reverte dinheiro em cestas básicas em Minas Gerais

Morador de Contagem (MG), o pequeno Arthur Moreira, aos 6 anos, já fez mais por quem precisa do que muita gente grande por aí: ao assistir a uma matéria na TV sobre pessoas passando dificuldades financeiras por causa da pandemia, resolveu que iria ajudar. Ele então propôs à família vender um Fusca ano 1980, com placa de colecionador, que era “seu”.

Segundo o pai, Eduardo Moreira, o menino tinha pouco mais de um ano quando o automóvel foi adquirido em uma loja que tinha o mesmo nome do filho. O carro também veio com uma placa estampada com o nome do pequeno. “Na época, todo mundo me perguntava se eu venderia, e eu dizia que era do Arthur. Quando começou a ler, a primeira coisa que ele identificou foi o nome dele no carro. E ficou com isso na cabeça que o carro era dele”, relembra.

Ao assistir à reportagem sobre as pessoas que passavam fome, o menino se inquietou e pediu ao pai para ajudar vendendo o carro. A família resolveu rifar o veículo e, assim, mobilizar mais pessoas em torno da causa. Foram vendidos 4.500 bilhetes e, com o dinheiro, montadas 450 cestas básicas para doação.

Como a rifa não teve vencedor, o empresário Wilian de Oliveira “comprou” o Fusca 1980 em troca de um suprimento de latas de um leite especial que serão doadas durante sete meses a uma ONG. Cada lata custa em média 50 reais, o que deve inteirar os 20 mil reais que o carro vale.