Escolha uma Página

A consciência de um liberal – Paul Krugman

O autor do best seller A desintegração americana explica o que deu errado nos Estados Unidos – e aponta o caminho para um novo New Deal. Os Estados Unidos emergiram prósperos e com fortes valores democráticos do New Deal de Franklin Roosevelt.

Porém, durante os últimos trinta anos, a política norte-americana tem sido dominada por um movimento conservador decidido a minar as conquistas do programa de Roosevelt. Esse movimento foi bem-sucedido na tarefa de voltar ao passado: tanto a desigualdade presente nos Estados Unidos de hoje quanto a corrupção de sua vida política são uma regressão.

Agora, a maré pode estar mudando – e, em A consciência de um liberal, Paul Krugman, o economista mais lido em todo o mundo e um dos mais influentes comentaristas políticos, mostra o caminho para a reforma. Krugman abarca mais de um século de história, da economia política da Idade Áurea – que parece tão familiar nos dias atuais – às calamidades dos anos Bush – as quais, argumenta, tornaram-se inevitáveis desde que o movimento conservador obteve total controle do governo dos EUA.

Ele mostra que nem a classe média norte-americana, na qual os baby boomers dos anos 1960 cresceram, nem a nação cada vez mais oligárquica em que os EUA se transformaram durante a última geração evoluíram naturalmente: ambas foram criadas, em grande parte, por políticas governamentais orientadas por movimentos políticos organizados. O autor tam bém explica como os defensores da desigualdade têm explorado as divisões culturais e raciais em proveito próprio, enquanto os reformadores vêm encontrando maneiras de atenuar essas diferenças.

A revolução dos Bichos – George Orwell

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século XX, A revolução dos bichos é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos.

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século XX, A revolução dos bichos é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos.

Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.

De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética.

Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

Depois das profundas transformações políticas que mudaram a fisionomia do planeta nas últimas décadas, a pequena obra-prima de Orwell pode ser vista sem o viés ideológico reducionista. Mais de sessenta anos depois de escrita, ela mantém o viço e o brilho de uma alegoria perene sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão dos grandes projetos de revolução política. É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens.

De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens.
Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.

“A melhor sátira já escrita sobre a face negra da história moderna.”
Malcolm Bradbury

“Um livro para todos os tipos de leitor, seu brilho ainda intacto depois de sessenta anos.”
Ruth Rendell

Editoria Companhia das Letras

A tolice da inteligência brasileira – Jessé de Souza

Com uma abordagem teórica e histórica inédita, A tolice da inteligência brasileira, agora em edição revista e nova capa, oferece ao brasileiro uma interpretação crítica original para entender as reais contradições de nossa sociedade. A obra do sociólogo Jessé Souza, autor do best-seller A elite do atraso, mostra que todos os dias indivíduos e classes sociais inteiras são feitos de tolos para que a reprodução de privilégios injustos seja eternizada.

Assim, para enxergar com clareza nosso real lugar no mundo, é fundamental compreender como a nossa elite intelectual submissa à elite do dinheiro construiu uma imagem distorcida do Brasil, ajudando a disfarçar todos os tipos de privilégios – que nos levam a acreditar que nossos problemas advêm da “corrupção apenas do Estado”. Essa convicção provoca uma falsa oposição entre o Estado demonizado, tido como corrupto, e um mercado visto como reino de todas as virtudes.

Amor e Capital – Mary Gabriel

Finalista dos prêmios Pulitzer, National Book Award e National Book Critics Circle.

A biógrafa Mary Gabriel faz um mergulho profundo numa faceta pouco estudada da vida de Karl Marx: o lado humano e familiar do homem cujas obras redefiniram o mundo.

Aliando o contexto histórico-político da Europa do séc. XIX, a autora revela aspectos da vida pessoal, como a influência de Jenny von Westphalen, que se casou com Marx quando ele ainda era apenas um jovem promissor. Ao longo de décadas de luta, o amor de Jenny por Karl seria sempre testado, enquanto ela esperava que o marido terminasse sua obra-prima, “O capital”. A narrativa se estende ao longo de décadas por Londres, Paris, Bruxelas e Berlim, revela as sementes das revoluções e do amor que uniu um homem e uma mulher no meio do turbilhão da história.