por Rede Lado | jun 16, 2026 | Geral, NewsLado, Publicações Carrossel Home
Com a decisão sobre o fim da escala 6×1 dependendo apenas da aprovação dos senadores para se tornar uma realidade, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) elencou dez motivos para a população pressionar os parlamentares a favor da pauta. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), aprovada pela Câmara Federal no fim de maio, precisa de 49 votos favoráveis dos 81 senadores para passar a valer.
A medida que, entre outros pontos, reduz a carga horária semanal das atuais 44 semanais para 40 horas e sem redução salarial, irá afetar cerca de 22 milhões de trabalhadores formais e outros 4,8 milhões de informais, que atualmente trabalham mais do que o máximo a ser permitido. A proposta, naturalmente, tem apoio da esmagadora maioria da população (71%), mas ainda enfrenta resistência do empresariado e de políticos que trabalham contra sua aprovação com a desculpa de que ela causará desemprego e inflação.
Entre os dez motivos levantados pela CUT, entretanto, estão estudos que comprovam exatamente o contrário: o fim da escala 6×1, de acordo com trabalho da professora de economia e pesquisadora do mundo do trabalho da Unicamp, Marilane Teixeira, pode gerar até 4,5 milhões de novas vagas de trabalho. Além disso, Marilane avalia que não há risco de aumento generalizado de preços. “Se fosse assim, então, toda vez que eleva o salário mínimo, você teria um aumento da inflação exponencial porque o salário mínimo tem impacto para o conjunto da economia”, compara, derrubando o segundo mito de que o empresariado teria que repassar os “custos” com os aumentos operacionais para os produtos e serviços oferecidos à população.
Por outro lado, com mais pessoas empregadas e salários preservados, a tendência é aumentar o consumo. Além disso, com mais tempo livre, trabalhadores e trabalhadoras terão tempo de ir às compras, consumir serviços, como cultura, lazer, alimentação, bem-estar, cuidados pessoais e viagens, incrementando o setor de turismo, entre outros.
Um aspecto importante da nova medida diz respeito à saúde e ao impacto que a diminuição de doenças físicas e psicológicas, causadas pelo excesso de trabalho, trará nos gastos previdenciários e de saúde. “O trabalhador descansado sofre menos riscos de acidentes e doenças ocupacionais, aliviando as despesas da Previdência Social e do SUS”, analisa a CUT.
Entre os outros aspectos apontados no levantamento como benéficos e ligados diretamente à aprovação da PEC estão o baixo impacto aos pequenos negócios, o aumento da produtividade percebido em empresas que já adotaram a escala de trabalho reduzida, o baixo impacto no Produto Interno Bruto (PIB), o favorecimento às mulheres no mercado de trabalho (que terão mais tempo para realmente descansar nos dias livres), o estímulo à inovação e modernização para aumentar a produtividade em vez de depender de jornadas extensas e a maior qualificação profissional que os trabalhadores poderão procurar no tempo livre.
Como pressionar
Além de elencar os motivos, a CUT também criou uma ferramenta especialmente para pressionar os senadores pela aprovação da PEC. A plataforma Na Pressão envia mensagens diretas aos legisladores por e-mail e por mensagens nos perfis de redes sociais.
Para utilizar o Na Pressão, basta acessar o link napressao.org.br e clicar em pressionar. É possível verificar, pela plataforma, os nomes dos senadores contrários, quem está indeciso e quem é a favor da medida. Depois, basta mandar mensagens diretamente a cada um deles. Atualmente, 19 senadores são favoráveis, 19 estão contra e 43, ainda indecisos.
Você precisa saber
Trabalhadores sem acesso a água potável e recebendo menos que um salário mínimo são resgatados em carvoaria no Piauí – Dois trabalhadores foram resgatados durante uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em uma fazenda localizada no município de Uruçuí, no sul do estado, por estarem submetidos a condições análogas à escravidão. Eles trabalhavam em carvoaria, onde não recebiam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para as atividades e eram remunerados com montantes inferiores ao salário mínimo. Além disso, os empregados viviam em alojamentos improvisados e precários, sem instalações hidráulicas ou sanitárias e sem local apropriado para armazenamento de alimentos. Nem mesmo água potável era fornecida para eles, situação que se estendeu por aproximadamente dois meses. O MPT vai negociar a celebração de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o empregador para pagamento de indenização por danos morais coletivos.
OIT aprova convenção que estabelece salário mínimo para trabalhador de aplicativo – Com negociação tensa e liderada por Brasil e México, foi aprovada na Organização Internacional do Trabalho (OIT) uma convenção que beneficiará trabalhadores por aplicativo em todo o mundo. Em comum acordo entre empregadores, governos e trabalhadores ficou definido que empresas não poderão discriminar os trabalhadores negros, imigrantes ou mulheres por algoritmos. Também ficou estabelecida a criação de um salário mínimo para esses trabalhadores e a extensão do direito a seguro saúde para eles. Ainda segundo o texto, Estados devem adotar medidas para prevenir acidentes, doenças ocupacionais e outros danos à saúde relacionados ao trabalho em plataformas digitais, garantindo o direito do trabalhador de interromper atividades diante de risco iminente e grave à sua vida ou saúde, sem sofrer consequências indevidas. Questões como vínculo empregatício, prazo para pagamentos das remunerações, acesso à proteção previdenciária e à seguridade social e o uso de algoritmos e sistemas automatizados para monitoramento, avaliação e tomada de decisões estão no escopo da convenção.
Análises
STF derruba idade mínima da aposentadoria especial: o que muda para aposentados e trabalhadores?
Por escritório CCM Advogados
Em decisão recente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a exigência de idade mínima para a aposentadoria especial é inconstitucional. O artigo explica que o entendimento pode afetar quem já está aposentado em alguns casos. Continue lendo
Você foi contratado para uma função, mas hoje realiza tarefas de outro cargo? Ou acumula diversas responsabilidades sem receber mais por isso?
Por Caroline Martins, do escritório Nuredin Ahmad Allan & Advogados Associados
Artigo explica as diferenças entre desvio e acúmulo de função, práticas comuns no cotidiano e que podem gerar direitos ao trabalhador e consequências para o empregador. O texto ainda explica como comprovar os casos. Continue lendo
Antes de sair…
Eventos
- “O futuro das Contratações Públicas no Brasil: tendências, riscos e oportunidades” é tema de evento on-line que ocorre no dia 15/6, das 10h às 11h30.
- OAB realiza I Conferência Nacional dos Direitos e Prerrogativas da Advocacia Brasileira no dia 16/6, em Cabedelo (PB).
- No dia 17/6, às 19h, ocorre a formação híbrida “Precedentes e Reclamações no Processo do Trabalho”.
Dicas culturais
- Cinema: Steven Spielberg está de volta às telonas com a ficção científica “Dia D”.
- Documentário: filme “BuenosAires” revela cidadezinha do interior pernambucano batizada com o mesmo nome da capital da Argentina.
- Música: g1 faz uma seleção de hits de Copas passadas e lança a pergunta sobre qual será o hino extraoficial da competição neste ano.
- Streaming: está disponível na Netflix série documental “Michael Jackson: The Verdict”, com detalhes do julgamento sobre as acusações de abuso infantil contra o Rei do Pop.
Primeiro atleta com Síndrome de Down a completar um Ironman repete a façanhaNão satisfeito em ser o primeiro atleta com Síndrome de Down a completar uma prova de Ironman em 2020, o jovem Chris Nikic repetiu a façanha na última semana durante uma prova em Massachusetts (EUA). O feito fica ainda mais incrível quando levamos em consideração que ele enfrentou diversos problemas de saúde desde o nascimento, com necessidade de se submeter a cirurgias, terapias e inúmeros desafios ao longo dos 26 anos de vida. Mas o apoio da família e dos amigos foi fundamental para que ele seguisse a filosofia de ficar 1% melhor a cada dia. “Espero que cada linha de chegada que Chris cruzar sirva como um lembrete para o mundo: seu diagnóstico, sua situação, suas circunstâncias não definem seu potencial”, disse o Dr. Tommy Martin, que guiou o atleta na nova prova.
por Rede Lado | jun 9, 2026 | Geral, NewsLado, Publicações Carrossel Home
A exclusão de trabalhadores com diploma superior e salários altos das regras de controle de jornada da PEC que coloca fim à escala 6×1, recentemente aprovada na Câmara de Deputados, é vista como uma das questões mais problemáticas da nova medida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), de acordo com a Síntese Especial – Subsídios para Debate, publicada no dia 28 de maio, com o tema “A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6X1: o substitutivo às PEC 221/2019 e PEC 8/2025/’. Para o DIEESE, o ponto cria uma divisão artificial, abre precedentes contra a universalidade dos direitos laborais e gera insegurança jurídica pelo reajuste anual do teto previdenciário, além de atrasar o acesso ao benefício para os profissionais terceirizados do setor público.
Outro motivo de alerta seria a mudança nos dias de folga em comparação com o projeto original do governo, que garantia dois dias de descanso consecutivos preferencialmente nos finais de semana. O novo texto exige apenas dois dias na média do mês, com no mínimo uma folga a cada seis dias trabalhados.
Essa flexibilização, segundo o estudo, diminui o poder de proteção direta da lei, embora repasse uma responsabilidade ampliada para os sindicatos definirem as escalas por meio de negociações. Também por outro lado, a necessidade de se reorganizar para a adoção das novas regras de jornada, pode levar empresas a ampliar o quadro de trabalhadores e trabalhadoras para assegurar a continuidade das atividades.
Ao valorizar a negociação coletiva em detrimento dos acordos individuais, revertendo uma lógica prejudicial da reforma trabalhista anterior, o projeto avança num sentido positivo. Esse papel fundamental do sindicato permite construir soluções democráticas e equilibradas que respeitam a realidade de cada setor empresarial. A transição gradual de 14 meses também é vista como uma boa medida, por conceder um prazo razoável para a readequação das empresas e governos.
No topo dos aspectos positivos, a proposta consolida pautas históricas do movimento sindical ao garantir o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais sem qualquer corte nos salários, mudanças que visam melhorar a saúde e a qualidade de vida da classe trabalhadora, estimular a produtividade e a qualificação profissional. Por fim, a síntese considera que a nova regra impulsiona o desenvolvimento econômico do país, promove uma melhor distribuição de renda e ajuda a reduzir as desigualdades sociais e de gênero no mercado de trabalho.
PEC no Senado
Aprovada em dois turnos com a esmagadora maioria de votos, agora a PEC 221/19 depende da aprovação, também em dois turnos, dos senadores. O texto que será votado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a proposta do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas, e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias. A proposta prevê redução da carga horária semanal sem redução de salários.
A PEC também define uma transição para chegar às 40 horas. A ideia é que, depois de dois meses da publicação, já estejam valendo os dois dias de descanso remunerado por semana, um dos quais preferencialmente aos domingos, e carga horária de 42 horas semanais para trabalhadores registrados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em um ano depois do fim desses dois meses, ou seja, 14 meses depois da promulgação, a jornada será, enfim, de 40 horas por semana.
Você precisa saber
“PEC da Escravidão” é enviada por senadores da extrema-direita para CCJ do Senado – Na contramão das discussões sobre o fim da escala 6×1, senadores da extrema direita assinaram uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aumenta a jornada de trabalho a até 7×0, reduz salários, acaba com o salário-mínimo e diminui valor de verbas rescisórias como o FGTS, férias e 13º salário. A chamada “PEC da Escravidão” institui, ainda, o pagamento por hora e autoriza “livre pactuação contratual direta” entre empregado e empregador, atribuindo ao contrato individual prevalência sobre os instrumentos de negociação coletiva. Assinado por 41 senadores, entre eles, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, o documento retira garantias mínimas de trabalho decente, conceito da Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com o texto, o salário-mínimo e os pisos das categorias seriam substituídos por valor-hora, sem instituir piso de horas contratadas. Essa redução de salário impactaria em cálculos de benefícios como FGTS, férias e 13º salário. A PEC ainda coloca os acordos individuais em hierarquicamente superior às negociações coletivas. Na prática, a redução constitucional para 40 horas semanais de jornada como teto obrigatório é convertida como referência meramente formal. Além de tudo isso, o texto ainda enfraquece a atuação dos sindicatos ao transferir para os acordos individuais entre patrão e empregado decisões que hoje costumam ser negociadas coletivamente. A proposta foi encaminhada para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e aguarda designação de relator para ser analisada e votada.
STF derruba idade mínima para aposentadoria especial por insalubridade – A idade mínima fixada pela Reforma da Previdência de 2019 para aposentadoria especial de trabalhadores expostos a atividades nocivas à saúde foi derrubada em votação do Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada. Os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Luiz Edson Fachin e Rosa Weber votaram pelo entendimento de que a regra contraria a própria premissa da proteção a esses empregados. A votação, que iniciou em plenário virtual em 2024, tinha parecer contrário do relator, ministro aposentado Luís Roberto Barroso, que votou para rejeitar integralmente o pedido feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI) solicitando o fim da idade mínima para a aposentadoria dos trabalhadores em atividades de risco. Os ministros Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Luiz Fux, que entendiam que a reforma foi uma opção legítima do Congresso Nacional, foram vencidos pelos demais. “A norma cria situação de completa injustiça e coloca o trabalhador a permanecer numa situação que o leve senão a óbito a uma situação de saúde prejudicial por toda a vida. A regra inviabiliza a própria essência da proteção”, afirmou Mendonça. Antes de 2019, os trabalhadores que atuavam como profissionais da saúde, químicos, serralheiros, vigilantes, entre outros, deveriam contribuir por 25 anos de trabalho nesses setores e podiam se aposentar com qualquer idade. Os demais, em atividades como mineiros de subsolo ou exposto a amianto, precisavam de 20 anos de contribuição e, no caso do mineiro de subsolo, 15 anos. Agora, há duas possibilidades de aposentadoria: para quem já estava no mercado de trabalho, é preciso atingir uma pontuação mínima (combinação de idade e tempo de contribuição); e quem entrou no mercado após 13 de novembro de 2019, só conquista o direito ao benefício após completar idade mínima e tempo mínimo de contribuição.
Análises
Parecer jurídico sobre o PL nº 1.893/2026: regulamentação do direito à negociação coletiva das servidoras e servidores públicos
Por escritório LBS Advogadas & Advogados
Artigo traz a íntegra com o conteúdo do Projeto de Lei nº 1.893/2026, analisando, sob a luz da luta pela regulamentação da Convenção 151 no Brasil e seu histórico de descumprimentos, o histórico do PL desde o Grupo de Trabalho que produziu o texto, até a análise do projeto e a avaliação de sua importância para os servidores públicos e para a sociedade brasileira. Continue lendo
Antes de sair…
Eventos
- “A Segurança Jurídica na Sistemática dos Precedentes e na Negociação Coletiva. 25 anos da Ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi no Tribunal Superior do Trabalho” é tema de evento híbrido que ocorre no dia 9/6, às 8h30.
- Evento virtual “A NR1 e os Riscos Psicossociais – O que a advocacia precisa saber” ocorre no dia 9/6, das 17h às 19h.
- Com transmissão on-line, debate aborda “A Advocacia Disruptiva: Desafios Éticos, Riscos e a Gestão de IA na Prática Diária”, no dia 10/6, das 9h30 às 12h30.
- “Atualizações em Regulação de Plataformas Digitais” é o tema do webinar que ocorre no dia 12/6, às 14h.
Dicas culturais
- Cinema: longa-metragem iraquiano “O Bolo do Presidente” se passa durante o regime de Saddam Hussein, nos anos 1990, e mostra uma menina de nove anos escolhida por seu professor para preparar um bolo em homenagem ao aniversário do presidente.
- Documentário: filme “Canecão – Tantas emoções” reúne histórias dessa casa de shows carioca prevista para ser reaberta em 2027 como espaço cultural.
- Música: Ney Matogrosso faz dupla com Marília Bessy no single “Magrelinha”, primeira canção de Luiz Melodia que o cantor gravou em 53 anos de carreira.
- Literatura: jornalista Fabricio Mazocco conta 50 histórias essenciais do rock brasileiro no livro “Esse tal de rock’n’roll”, lançado em junho pela editora Máquina de Livros.
Brasil tem 52 universidades no ranking atualizado das melhores do mundo
Levantamento com 2 mil universidades de todo o mundo traz 52 instituições de ensino brasileiras entre as melhores, classificadas com base em indicadores como qualidade de ensino, empregabilidade dos ex-alunos, excelência do corpo docente e produção científica. De acordo com o ranking global do Center for World University Rankings (CWUR) 2026, cinco universidades brasileiras conseguiram melhorar de posição, com destaque para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que subiu 95 posições em um ano e passou do 827º para o 732º lugar. Subiram também a Universidade de Brasília (UnB) – da 833ª para a 831ª colocação, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – do 1.294º para o 1.283º lugar, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – do 1.367º para o 1.347º, e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), que subiu do 1.644º para o 1.629º posto. Completam a lista das brasileiras instituições como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no 476º lugar; Universidade Federal da Bahia (UFBA), na 1.024ª posição; Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no 1.994º posto; Universidade de São Paulo (USP), na 119ª posição; Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no 346º lugar; Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no 379º lugar; Universidade Estadual Paulista (Unesp), no 479º lugar e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na 508ª colocação. No topo da lista global, a Universidade Harvard segue na liderança mundial, seguida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e pela Universidade Stanford.
por Rede Lado | jun 2, 2026 | Geral, NewsLado, Publicações Carrossel Home
Um movimento histórico em direção a uma maior qualidade de vida para milhões de trabalhadores brasileiros foi feito na última semana, quando a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 no país. A medida, agora, precisará ser aprovada em dois turnos, por pelo menos 49 senadores.
A PEC 221/19 institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário. A votação no plenário teve dois turnos: na primeira votação, foram 472 votos a favor e 22 contra; e na segunda, 461 a favor e 19 contra. Considerando as 27 bancadas estaduais, os votos contra o fim da escala 6×1 vieram de apenas cinco estados: Roraima, Maranhão, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A proposta estabelece que a jornada normal de trabalho não poderá ultrapassar oito horas por dia, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas. A redução da carga horária será implantada gradualmente: duas horas serão reduzidas até dois meses após a promulgação da PEC, e as duas horas restantes em até 12 meses depois, atendendo à necessidade de adaptação das empresas. A parte sobre a garantia de pelo menos duas folgas remuneradas por semana, uma delas preferencialmente aos domingos, entra em vigor 60 dias após a promulgação e perdem validade os acordos incompatíveis com as novas regras.
Entre as exceções previstas na proposta, estão trabalhadores com diploma de curso superior que ganhem acima de 2,5 vezes o teto da Previdência (equivalente hoje a 21.188,87 reais) e trabalhadores terceirizados em contratos de mão de obra com a administração pública. Os primeiros, a fim de desestimular a “pejotização”, não teriam a limitação de horas semanais prevista pela nova medida, a não ser que o empregador defina pela redução ou que exista previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Os segundos, a fim de evitar impacto imediato nos contratos vigentes de trabalho terceirizado na administração direta e indireta dos entes federativos, terão mudança gradual para 42 horas semanais e, depois, para 40 horas.
Jogo político
Parte da oposição chegou a propor uma transição de dez anos para a redução da jornada de trabalho, mas a ideia perdeu apoio após críticas nas redes sociais. Pouco antes da votação, o Partido Liberal (PL) mudou de posição e passou a defender uma escala de trabalho 4×3, com três folgas semanais, mas a proposta não foi votada.
Durante a discussão da PEC, o PL também tentou antecipar a aplicação das novas regras, eliminando o período de transição de 60 dias, mas a proposta foi rejeitada. Defensores da redução da jornada acusaram o partido de dificultar o avanço do projeto, enquanto parlamentares do PL afirmaram que as mudanças deveriam entrar em vigor imediatamente após a promulgação.
Você precisa saber
CNE abre consulta sobre regulamentação do uso da IA nas escolas e da EaD na formação de professores – Está aberta até 14 de junho a consulta pública encabeçada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) para definir diretrizes sobre dois temas, a partir das sugestões da sociedade civil e de trabalhadores em educação. A primeira diz respeito ao uso da Inteligência Artificial (IA) no ambiente escolar. O objetivo é desenvolver as Diretrizes Orientadoras para o uso da Inteligência Artificial na Educação Brasileira, que deve ser o primeiro marco regulatório do país sobre o tema. “Alguns setores empresariais buscam as tecnologias no sentido de diminuir direitos e, no caso da IA, até mesmo a substituição de professores pela inteligência artificial”, avalia o secretário de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Gean Carlos. O segundo assunto abordado na consulta diz respeito à formação dos docentes: o CNE quer atualizar as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica. A ideia é que o novo documento altere resolução anterior e inclua orientações sobre modalidades de ensino à distância (EaD) na licenciatura e pedagogia. “Nós presenciamos atualmente uma grande falta de professores, e prevê-se no futuro um apagão de profissionais da educação em sala de aula. Entretanto, nos preocupa essa flexibilização na formação. O ensino à distância não é o ideal para uma educação de qualidade, para os profissionais que vão estar no dia a dia do estudante, lidando com uma realidade complexa que é a das escolas públicas brasileiras. Nós lutamos para que a educação seja presencial, que esse profissional seja bem formado, devidamente habilitado para estar lá na ponta, tratando o conhecimento de forma científica, baseado na excelência” conclui Gean.
STF decide que shoppings têm que providenciar local adequado para amamentação – Em decisão da última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que shopping centers devem criar locais adequados para acolhimento de crianças durante o período de amamentação das trabalhadoras vinculadas às lojas. Os centros comerciais têm um prazo de até um ano para se adaptarem à decisão. A ação pública que originou a decisão foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e visava obrigar a empresa responsável pelo Shopping Cidade Jardim, em Natal (RN), a disponibilizar o espaço para amamentação das funcionárias das lojas. O julgamento do STF resolveu uma divergência entre a Primeira e a Segunda Turmas do Supremo, definindo a extensão da obrigação prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) aos shoppings, e não somente às lojas.
Análises
NR-1 Torna obrigatório o monitoramento da saúde mental do trabalhador
Por Caroline Martins, do escritório Nuredin Ahmad Allan & Advogados Associados
Artigo aborda as mudanças trazidas pelo início da vigência da atualização da NR-1, que torna obrigatório o monitoramento da saúde mental do trabalhador em empresas brasileiras. A medida vem para tentar reduzir os milhares de casos de afastamentos do trabalho por problemas de saúde mental. Continue lendo
Antes de sair…
Eventos
“Orgulho LGBTQIAPN+ nas instituições: direitos, permanência e inclusão em espaços educacionais e profissionais” é tema de evento presencial que ocorre no dia 1º/6, às 18h, na Escola de Direito da FGV, em São Paulo.
Dicas culturais
- Documentário: icônico edifício Copan é personagem central do documentário com mesmo nome, dirigido por Carine Wallauer e vencedor do festival É Tudo Verdade.
- Documentário 2: filme “Alma Negra, do Quilombo ao Baile” mergulha na cultura afro-brasileira a partir da trajetória da soul music no país.
- Música: single com regravação de “Pra você guardei o amor” traz nos vocais a parceria de Nando Reis e Marisa Monte.
- Literatura: Maria Bethânia é tema do livro “Toca Maria Bethânia pra ela”, da escritora carioca Mirella Amorim, no ano em que completa 80 anos.
- Shows: Demi Lovato e Jamiroquai anunciaram apresentações em São Paulo neste ano, depois do Rock in Rio: a cantora sobe ao palco do Suhai Music Hall, no dia 15/9; enquanto a banda britânica toca no Allianz Parque no dia 13/9.
PM de Minas Gerais tem mulher no comando pela primeira vez em 251 anos
Dois séculos e meio depois de criada, a Polícia Militar de Minas Gerais tem sua primeira comandante mulher. A coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues tomou posse em Belo Horizonte, em uma cerimônia emocionante, que contou com a participação da mãe dela. “Na minha época eu queria cursar Contabilidade e o meu pai não deixou… Hoje as mulheres estão correndo atrás e fazendo acontecer”, lembrou Dona Maria Geralda, a mãe da nova comandante. Cleide faz parte da corporação há 29 anos, quando entrou para o Curso de Formação de Oficiais da Academia da Polícia Militar de Minas Gerais, com apenas 18 anos. Ao longo da carreira, dedicou-se a estudar, formando-se em Direito e se especializando em Direito Militar, Gestão Estratégica de Pessoas e Violência Doméstica.